E agora um pouquinho de auto-comiseração!
Como é que se chama a uma mãe que deixa de nos falar porque decidimos ganhar o ordenado mínimo por um mês, num café, a poucos passos de casa e onde nem há assim tanto movimento? Sinceramente não sei, mas é assim que a minha mãe está a reagir.
Tudo bem que a ganhar à hora eu ganho muito mais, mas o que eu vou ganhar não é apenas dinheiro! Vou ganhar paz de espírito porque não vou ter que conviver com os meus pais todo o santo dia, todos os dias. E ainda vou socializar, o que de outra maneira seria reduzido a merda nenhuma. Ela diz que sente nojo de eu me estar a "rebaixar e deixar pisar" pelas outras pessoas. Agora deu-lhe para cobrar o facto de ter andado a pagar o meu curso e que eu não mereço ganhar tão pouco. Quando eu arranjar um emprego na minha área é bem possível que ganhe uns 600€ e ainda ter um cargo de alguma responsabilidade e que me vai dar nós à cabeça! Não que eu não queira isso, mas não é agora de 20 de Julho a 20 de Agosto. Eu nem sei por onde começar a procurar trabalho.
A minha mãe sempre me apoiou, desde que eu fizesse aquilo que ela achava correcto, como seguir ciências quando entrei no secundário, porque tem mais saídas em vez de humanidades (porque eu tinha bastante facilidade em línguas). A verdade é que nessa altura eu gostava de matemática e de inglês (principalmente). Depois foi a hora de ir para a universidade: escolhi o curso que escolhi foi "credo Jesus Senhor, porque foste para um curso que não tem saída e blá blá blá". Eu não gosto de estar fechada um dia inteiro num escritório a bater teclas (embora seja uma das partes mais importantes da minha área), gosto de ar livre e de me sentir livre mesmo agarrada a um trabalho.
É assim tão mau que eu queira sentir-me a libertar-me das amarras dela? (o meu pai pouco se importa, só quer que eu ganhe algum para me sustentar) Porque é isso que eu sinto! Não me sinto como se estivesse a ganhar pouco, mas sim como se eu estivesse a um passo de obter a minha independência. Mas ela nunca vai compreender e eu serei sempre a filha que a traiu por não se importar de ganhar menos do que merece (monetariamente falando).
Ela nunca demonstrou amar ninguém a não ser a minha irmã, porque essa sim! É uma menina de valor, que faz tudo da maneira correcta e que luta para ter aquilo que merece. É bom sinal! É sinal que tem força e sabe o que quer! Mas e eu? Não sei o que quero e não estou numa de lutar para chegar ao fim e estar sozinha mesmo assim.
Tenho medo do que está por vir! Estou com medo de acabar sozinha! Estou com medo que não me amem e que não gostem de mim como e pelo que sou! É assim um pecado tão grande querer ser aceite? É que eu sempre me senti à margem das outras pessoas! DIFERENTE!
E pronto... Não sei o que faça! Se deixe um trabalho que não é o melhor do mundo, mas no qual eu me sinto mais ou menos realizada, ou se lute e me arrisque a que a pessoa que eu considero mais importante na minha vida (porque foi ela quem ma deu e por isso pertence-lhe) deixe de me falar ou discuta até me fazer largar o meu escape...
Tudo bem que a ganhar à hora eu ganho muito mais, mas o que eu vou ganhar não é apenas dinheiro! Vou ganhar paz de espírito porque não vou ter que conviver com os meus pais todo o santo dia, todos os dias. E ainda vou socializar, o que de outra maneira seria reduzido a merda nenhuma. Ela diz que sente nojo de eu me estar a "rebaixar e deixar pisar" pelas outras pessoas. Agora deu-lhe para cobrar o facto de ter andado a pagar o meu curso e que eu não mereço ganhar tão pouco. Quando eu arranjar um emprego na minha área é bem possível que ganhe uns 600€ e ainda ter um cargo de alguma responsabilidade e que me vai dar nós à cabeça! Não que eu não queira isso, mas não é agora de 20 de Julho a 20 de Agosto. Eu nem sei por onde começar a procurar trabalho.
A minha mãe sempre me apoiou, desde que eu fizesse aquilo que ela achava correcto, como seguir ciências quando entrei no secundário, porque tem mais saídas em vez de humanidades (porque eu tinha bastante facilidade em línguas). A verdade é que nessa altura eu gostava de matemática e de inglês (principalmente). Depois foi a hora de ir para a universidade: escolhi o curso que escolhi foi "credo Jesus Senhor, porque foste para um curso que não tem saída e blá blá blá". Eu não gosto de estar fechada um dia inteiro num escritório a bater teclas (embora seja uma das partes mais importantes da minha área), gosto de ar livre e de me sentir livre mesmo agarrada a um trabalho.
É assim tão mau que eu queira sentir-me a libertar-me das amarras dela? (o meu pai pouco se importa, só quer que eu ganhe algum para me sustentar) Porque é isso que eu sinto! Não me sinto como se estivesse a ganhar pouco, mas sim como se eu estivesse a um passo de obter a minha independência. Mas ela nunca vai compreender e eu serei sempre a filha que a traiu por não se importar de ganhar menos do que merece (monetariamente falando).
Ela nunca demonstrou amar ninguém a não ser a minha irmã, porque essa sim! É uma menina de valor, que faz tudo da maneira correcta e que luta para ter aquilo que merece. É bom sinal! É sinal que tem força e sabe o que quer! Mas e eu? Não sei o que quero e não estou numa de lutar para chegar ao fim e estar sozinha mesmo assim.
Tenho medo do que está por vir! Estou com medo de acabar sozinha! Estou com medo que não me amem e que não gostem de mim como e pelo que sou! É assim um pecado tão grande querer ser aceite? É que eu sempre me senti à margem das outras pessoas! DIFERENTE!
E pronto... Não sei o que faça! Se deixe um trabalho que não é o melhor do mundo, mas no qual eu me sinto mais ou menos realizada, ou se lute e me arrisque a que a pessoa que eu considero mais importante na minha vida (porque foi ela quem ma deu e por isso pertence-lhe) deixe de me falar ou discuta até me fazer largar o meu escape...
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